O fenômeno comportamentqal denominado "bullying", objeto de grande preocupação de psicólogos e pedagogos, tem começado a ganhar espaço também nos meios jurídicos.
Não se pode mais negar aíntima relação do bullying com o aumento da criminalidade no mundo, em especial no Brasil, principalmente quanto aos delitos praticados por crianças e adolescentes, escudados numa pseudo impunidade.
Tão grave problema reclama com urgência estudos sérios, profundas mudanças na legislação, adoção de políticas e medidas rígidas e eficazes para coibir sua prática e suas graves sequelas sociais.
A humilhação de uma criança, a colocação de apelidos pejorativos, a depreciação de seus atributos físicos, de suas características de personalidade, quer por outras crianças e jovens, quer por seus próprios parentes que deveriam contribuir para sua formação e engrandecimento como cidadão, certamente a empurrarão para o caminho sem volta da segregação e da marginalidade.
Prova disso são os incontáveis delitos praticados no ambiente escolar. A mídia tem mostrado quase que diariamente cenas de violência desmedida entre crianças e jovens no seu ambiente escolar, até mesmo entre alunos e seus mestres, sem que nada de concreto esteja sendo feito até agora em busca de soluções eficientes.
Infelizmente, nossas escolas ensinam muito pouco. Estão se tornando verdadeiras arenas e palcos de horrores, onde crianças tem sido até mesmo abatidas covardemente por psicopatas armados, como recentemente ocorreu. A que ponto chegamos!
E quais providências já foram adotadas? Quantos projetos de lei já foram ou estão sendo elaborados com vistas a estabelecer punições para os agressores? Quantos estudantes ainda precisarão ser humilhados, agredidos, se suicidarem e serem assassinados, para que os legisladores e outras autoridades a quem competem a profilaxia social se mexam?
Deixo aqui a minha preocupação pessoal sobre o assunto. Um abraço.
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